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Do retalho à trama: costurando memórias migrantes - Museu da Imigração

Exposição temporária

Data: Até 15 de maio de 2016

Do retalho à trama: costurando memórias migrantes

O Museu da Imigração traz ao público a exposição “Do retalho à trama: costurando memórias migrantes”, exibindo a produção de arpilleras de dois grupos de mulheres migrantes, de diferentes idades e origens, que utilizam essa técnica de costura e bordado para representar suas experiências de deslocamento. A exposição permanece em cartaz até o dia 15 de maio de 2016.

A temporária reúne produções de mulheres da Casa de Passagem Terra Nova e o Coletivo “Mujer latina, tú eres parte, no te quedes aparte”. O público pode conferir 17 destes trabalhos, agrupados pela curadoria em quatro seções temáticas: “Percursos”, “Saberes”, “Laços” e “Lugares”. O grupo da Casa de Passagem Terra Nova, instituição pública estadual localizada no centro de São Paulo, é constituído por mulheres solicitantes de refúgio que chegaram recentemente ao Brasil, vindas de diferentes países de África, e bordam suas arpilleras em oficinas periódicas. Já o coletivo é formado por sul-americanas que produziram as arpilleras aqui expostas durante a programação da Semana dos Direitos Humanos no Museu da Imigração, no dia 6 de dezembro de 2015.

A arpillera é uma técnica têxtil original da Isla Negra, no Chile, que utiliza um suporte de pano rústico (sacos de farinha ou batata), e trapos de tecido para compor bordados e contar histórias. O método ganhou amplitude principalmente a partir da sua apropriação por mulheres que buscavam denunciar as violências praticadas pela ditadura chilena na década de 1970. Essa técnica de costura é utilizada como instrumento de protagonismo das mulheres, como forma de resistência e denúncia, sendo retomada nos mais diferentes contextos e lugares do mundo. Juntas, as mulheres costuram e dialogam sobre suas vidas, representando suas memórias por meio de retalhos e outros materiais que possuem à mão.

Fotos da exposição: